Quantas vezes, ao encarar um trabalho que não gostamos, ou um relacionamento tóxico no qual entramos por escolha, ou dias e dias de frustrações, não dizemos: "Eu não nasci pra isso"! Quer saber? Não nasceu mesmo, mas talvez mantenha formas de pensar que o mantém nisso. Mas você pode mudar, e de um jeito que é tão fácil que não dá nem para acreditar! Imagine que o universo não é uma única linha reta de tempo, mas um campo infinito de possibilidades — como um vasto arquivo de filmes, onde cada filme é uma versão diferente da sua vida. Nessa metáfora, você não está preso em um único filme. Você possui um controle remoto para mudar de canal. O problema é que a maioria de nós esqueceu como usá-lo. O "salto" não é sobre ser teletransportado magicamente para outro lugar. É sobre sintonizar gradualmente a frequência da realidade que você deseja, até que ela se torne a sua experiência dominante. É como sintonizar um rádio: você gira o dial (muda sua energia interna) até enco...
Engraçado como algumas lembranças parecem "acordar" a gente... É fácil perceber como certas atitudes, que pareciam inofensivas num determinado período, com o passar do tempo se tornam maléficas, e nem percebemos que isso está acontecendo. Minha infância não era das mais abastadas (eu diria, nem um pouco abastada), mas a gente se virava como podia. Eu odiava miudezas (de boi e de aves), mas naquela época era a única forma da gente dizer que comia "carne". E eu afirmava que "adorava", apenas pra deixar feliz quem, com muito esforço, só conseguia isso: meu pai, lutando para se aposentar, e minha mãe, batalhadora mas sem emprego fixo. Volta e meia, quando o dinheirinho da roça, da colheita de algodão, sobrava, era possível comprar um frango. Ou o dito cujo era mesmo um dos que criávamos no quintal, escolhido a dedo pelo meu pai. Depois de cozido, todos nós já sabíamos: os melhores pedaços iriam para o patriarca, e depois a mãe dividia o restante com os filhos....