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TERREMOTOS DA VIDA

Muita gente sofre quando ocorrem grandes transformações não esperadas em suas vidas. São como vitimas de terremotos que não conseguem se recuperar e seguir adiante.
Estava meditando sobre isso quando me lembrei de uma história interessante, ocorrida, se não me engano, em Portugal, nos idos do século XVIII. A história diz que um forte terremoto havia atingido a cidade de Lisboa, e todo mundo, claro, ficou em polvorosa. O pior é que nem mesmo o lider principal do país, o Rei, sabia muito bem o que fazer.
Por isso mesmo, este Rei resolveu perguntar aos seus assessores mais próximos o que deveria ser feito. Foi quando um General simplesmente respondeu: O Terremoto aconteceu, e passou. Agora, devemos sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". Eis uma resposta direta, objetiva!
É exatamente isso que devemos aprender no nosso dia-a-dia, a dar respostas simples aos problemas mais complicados.
Muitas vezes temos em nossa vida "terremotos" incrivelmente avassaladores em nossas vidas pessoais. Tragédias que se assemelham ao ocorrido em Portugal, o do Haiti, da China, ou fenômenos igualmente destruidores, como o Tsunami. A catástrofe é tão grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar, a não ser para pensar mais desgraças.
Todos nós estamos sujeitos a "tragédias" na vida. Mas, o que fazer então?
Ora, apenas o que disse o General: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos".
Não adianta ficar reclamando e chorando, remoendo o passado. É preciso "sepultar" o passado. Colocá-lo debaixo da terra. È hora de "esquecer" o passado. Enterrar os mortos é isso. Uma grande Irmã Religiosa e psicóloga (não me lembro o nome, infelizmente), que ministrava cursos na sede da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), dizia: "Pare de carregar caixões montanha acima. Deixe os mortos e passados descer o morro, e suba mais leve para o futuro".
Cuidar dos vivos significa que, depois de enterrar o passado, em seguida temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou por aqui, à nossa disposição ou sob nossa responsabilidade. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto, e não do "que você gostaria que tivesse sobrado". Tem gente que vive dizendo: "Ah, se eu tivesse conseguido isso, aquilo... Se fulano ou fulana estivesse aqui... se tal e tal coisa não tivesse acontecido...", e deixa as coisas do presente de lado. Daqui a alguns meses, vai estar falando: "Ah, se eu tivesse prestado atenção no que estava à minha volta...". Ou seja, vai sempre estar ligado no passado e esquecendo dos vivos, do presente. ACORDA!!!
e "Fechar os portos"? Isso quer dizer que não podemos deixar as "portas" abertas para que novos problemas possam surgir ou "vir de fora", pelo menos não enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa vida. È preciso manter o foco no "cuidar dos vivos", e se algum problema surgir, que sejam relacionados à reconstrução, que podem ser resolvidos porque estamos no caminho. Ou seja, é hora de concentrar-se na reconstrução, no novo, na criação ou renovação.
Pois é... viu como uma simples frase pode nos ensinar tanta coisa? E baseada na História! Não é à toa que a História é "a mestra da vida".
Lembre-se: Quando você enfrentar um terremoto, um tsunami, um "11 de setembro"..., não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos. Esqueça o passado, olhe, ouça, sinta e viva o presente e, claro, foque nos seus objetivos mais importantes, não deixando espaço para que os problemas dos outros interfiram em sua reconstrução de vida.

Minha querida Alma, faça de mim, hoje e sempre, um ser objetivo e perspicaz. Minha querida Alma, faça de mim uma pessoa de pensamentos simples e ações eficazes.

Comentários

  1. Tô precisando aprender a fazer isso. Tem muita dor ainda guardada aqui no meu peito e não sei como fazer pra "enterrar estes mortos", Toninho.

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