Quando estou pra baixo (coisa normal para um bipolar), especialmente por não conseguir meios de superar um desafio, procuro coisas que possam me inspirar. Hoje, a história que mexeu comigo foi a de Mirley Travalon, de 33 anos. Ela passou por um transplante de pulmão e, 18 dias depois, cantou com toda a sua força sem perder o fôlego... e sem perceber. A cena, registrada em vídeo, mostra o momento em que ela, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, cantou "Tempo Perdido", da Legião Urbana, junto com os Doutores da Alegria. Só que dessa vez, algo havia mudado. "Durante tantos anos, cantar era sinônimo de falta de ar. Era sempre uma luta com a tosse", contou. Desta vez, ela cantou do começo ao fim, sem perder o fôlego. Sem passar mal. Sem tosse. "Eu simplesmente cantei", resumiu. A história de Mirley é marcada por uma luta de 10 anos contra uma doença autoimune rara, agravada por um diagnóstico médico errado que atrasou o tratamento. Com apenas 16...
Quantas vezes, ao encarar um trabalho que não gostamos, ou um relacionamento tóxico no qual entramos por escolha, ou dias e dias de frustrações, não dizemos: "Eu não nasci pra isso"! Quer saber? Não nasceu mesmo, mas talvez mantenha formas de pensar que o mantém nisso. Mas você pode mudar, e de um jeito que é tão fácil que não dá nem para acreditar! Imagine que o universo não é uma única linha reta de tempo, mas um campo infinito de possibilidades — como um vasto arquivo de filmes, onde cada filme é uma versão diferente da sua vida. Nessa metáfora, você não está preso em um único filme. Você possui um controle remoto para mudar de canal. O problema é que a maioria de nós esqueceu como usá-lo. O "salto" não é sobre ser teletransportado magicamente para outro lugar. É sobre sintonizar gradualmente a frequência da realidade que você deseja, até que ela se torne a sua experiência dominante. É como sintonizar um rádio: você gira o dial (muda sua energia interna) até enco...