Estava curtindo o sol da tarde de domingo na frente da minha casa, como faço costumeiramente quando (graças a Deus) não surge nenhuma reportagem de última hora. Fui abordado por uma mulher que passou diante do meu portão e perguntou se eu era o morador da residência. Ela estava suada, tremendo, e diante de minha resposta positiva me pediu um copo de água. Peguei uma garrafa de água gelada e comecei a serví-la, e enquanto eu fazia isso, ela disse: "Estou com a boca seca. Acho que me deram muitos calmantes". Ao ser perguntada por qual motivo alguém tentaria dopar-lhe, a resposta veio com um tom de orgulho: "Porque eu queria matar umas pessoinhas ali, que andaram fazendo algumas fofocas a meu respeito". Talvez a moça pensasse que eu ficaria assustado com a resposta, ou que passaria a apoiar-lhe pela reação, que nem sei se ocorreu de fato, e por isso ficou surpresa quando lhe disse: "E pelo visto não adiantou nada fazer isso, não é?" "Ah... pelo men...
Crônicas de um bipolar em qualquer pico, ou no meio deles...