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VISUAL, AUDITIVO E CINESTÉSICO: OS PREDICADOS VERBAIS NA PNL

Em PNL,fala-se muito que uma pessoa é do tipo "Visual", "auditiva" ou "cinestésica" (comumente simplificada para as siglas VAC). Mas, o que é isso?
Trata-se da maneira principal como uma pessoa capta e repassa informações. Uns preferem trabalhar com imagens, e assim comunica o que captou (Pelo que "vejo", você não está nada bem...). Outros o fazem pelos sons (Isto que você me diz é música para meus ouvidos). Outros ainda vão nas sensações, nos gostos, nos cheiros... (Esse negócio não tá me cheirando muito bem...).
Todos nós usamos as três formas para se comunicar, mas temos um sistema dominante.
E como identificar como é o sistema predominante de alguém?

Ora, uma boa maneira é fazê-la falar, e ficar atento às palavras que indicam a base sensorial da pessoa. Quando nos descreve sua experiência, ela escolhe, geralmente de um jeito inconsciente, as palavras que a representam melhor. A linguagem reflete o pensamento.
Às palavras que indicam o sistema utilizado chamamos de Predicados Verbais. Ouvindo estes predicados (os verbos, os adjetivos e os advérbios), podemos saber que sistema de representação uma pessoa utiliza naquele momento (reveja as frases que pus para exemplificar cada um no segundo parágrafo).
Os predicados são palavras que indicam de maneira indubitável a base sensorial utilizada. Aquele que lhe diz estar vendo claramente o que está acontecendo indica que naquele momento está formando em sua mente a experiência de maneira visual. O que alega não ter contato com você indica que ele está avaliando a experiência que possui do relacionamento com você de modo cinestésico. Quando alguém diz que você "faz ouvidos moucos", o faz de maneira auditiva.

Temos aqui uma lista dos predicados mais usados. Confira-os e preste atenção nas conversas que tiver com seus amigos (ou mesmo no jeito como você se comunica...

VISUAL (V)       
Ver, olhar, mostrar, perspectiva,imagem, claro, esclarecer,luminoso, sombrio, brilhante, colorido, visualizar, iluminar, vago, impreciso, nítido, brumoso, uma cena, horizonte, clarão, fotográfico

AUDITIVO (A)
Ouvir, falar, dizer, escutar, perguntar, dialogar, acordo, desacordo, soar, ruído, ritmo, melodioso, musical, harmonioso, tonalidade, discortante, sinfonia, cacofonia´gritar, urrar

CINESTÉSICO (C)
Sentir, tocar, em contato com, conectado, relaxado, concreto, pressão, sensível, insensível, sensitivo, delicado, sólido, firme, imobilizado, mole, ferido, ligado, caloroso, frio, tensão, duro, excitado, carregado, descarregado

INESPECÍFICOS
Percebe, tenta, entende, pensa, aprende, processa, decide, motiva, considera, muda, tem em mente

Os últimos predicados citados (Inespecíficos) estão na lista dos que não indicam uma base sensorial definida. Eles não são precisos no esquema apresentado. A pessoa está agindo de maneira como chamamos "digital", fria, usando palavras gerais. Mas, mesmo assim, é possível "quebrar o gelo" (isso é bem cinestésico..rsrsrs) e descobrir qual é o sistema preferencial desta pessoa com perguntas simples, que remetem a sensações: "Como você sabe isso?" ou "Como você faz para aprender isso/recordar-se etc.?".Isso permite obter a informação, pois a pessoa o informará do processo interno que utiliza. É provável que você receba respostas como: "Bem, vejo que... ou "Digo a mim mesmo que...", ou ainda "Sinto que..."

Sistemas mistos numa frase

Às vezes, você perceberá vários sistemas utilizados na mesma frase.
- "Vejo bem o que me diz."
- "A sua experiência não me diz nada..."
Mesmo nesse caso, o sistema dominante fica facilmente referenciável. A primeira pessoa é provavelmente visual. Sua estratégia consiste em traduzir o que você diz (A) em imagem (V). É assim que suas palavras podem tomar um sentido para ela.
A segunda é de dominante auditiva. Ela traduz o vivido cinestésico do parceiro em termos auditivos. É utilizando tal registro que ela dá sentido às suas palavras.




Pra que serve isso?
Ao saber como uma pessoa monta sua comunicação, com base em que sistema ela constrói suas experiências, podemos saber como o "acompanhar o seu mundo", entender a sua realidade e se comunicar melhor. Numa situação de tomada de decisão, por exemplo, para o visual, ver é crer; já o auditivo precisa de algo que lhe fale; o cinestésico terá necessidade de senti-lo.
Se você quer vender algo, por exemplo, terá que "mostrar" ao visual que a compra vale a pena (A cor desse carro lhe agrada, senhor?). Para o auditivo, vai ter que se valer de muita capacidade de oratória ou usar um recurso com sons (Ouça o ronco desse motor!). Já para o cinestésico, o ideal é fazê-lo experimentar (Entre no carro, sinta o cheiro de carro novo, quer dar uma volta?).
É por isso que a descoberta dos predicados VAC é uma das mais importantes para o campo profissional, ensinada e treinada em várias empresas pelo mundo afora.
Está esperando o que? Trate de treinar!

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